BENTO TEIXEIRA Iniciador do Barroco no Brasil, autor de Prosopopéia. GREGÓRIO DE MATOS A boca do Inferno; poeta maior do Barroco brasileiro. PADRE ANTÔNIO VIEIRA Maior orador sacro de nossa literatura.
Padre Antônio Vieira (1608-1697) Antônio Vieira nasceu em Lisboa. Ainda na infância, veio com os pais para a Bahia. Estudou no Colégio dos Jesuítas, ordenando-se padre em 1634. Estreou no púlpito, ainda estudante, com o sermão Maria, Rosa Mística (em defesa da liberdade dos negros). Foi pregador da corte, embaixador na França, Holanda e Roma. Defendeu a liberdade do índio, do negro e do judeu, o profetizo sebastianista e combate a Inquisição. Escreveu aproximadamente duzentos sermões e quinhentas cartas. Suas principais obras foram: • Sermões (15 volumes) • Historias do futuro. • Esperanças de Portugal. • Quinhentas cartas. Sermões mais famosos: • Sermão da sexagésima (1655). • Sermão de Santo Antonio ou dos peixes (1654). • Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda. GREGORIO DE MATOS (1636 – 1696) Gregório de Matos Guerra nasceu na Bahia. Estudou em Portugal, formando-se em Direito na Universidade de Coimbra, em 1678. Viúvo retorna para a Bahia, perto dos cinqüenta anos, levando uma vida boemia e indisciplinada. Sua sátira violenta atingio a todos os segmentos da sociedade e lhe valeu o apelido de “Boca do Inferno”. Perseguido pelo filho do governador (vitima de suas sátiras), exila-se em Angola. Em 1695, consegue retornas ao Brasil, vivendo em Recife até sua morte. A obra de Gregório de Matos permaneceu inédita até o século XIX. Não se tem noticia de nenhum manuscrito do punho do autor ou de qualquer documento que assegure a autenticidade dos textos. Isso dificulta uma avaliação critica segura de suas poesias líricas, satíricas e religiosas. Gregório de Matos - Religioso A Jesus Cristo Nosso Senhor. Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado, Da vossa alta clemência me despido! Porque, quanto mais tenho delinqüido, Vos tenho a perdoar mais empenhado. Se basta a vos irar tanto pecado, A abrandar-vos sobeja um só gemido: Que a mesma culpa, que vos há ofendido, Vos tem para o perdão lisonjeado. Se uma ovelha perdida e já cobrada Gloria tal e prazer tão repentido Vos deu, como afirmais na sacra história: Eu sou senhor a ovelha desgarrada; Cobrai-a; e não queimaras pastor divino, Perder na vossa ovelha a vossa glória.
sábado, 1 de dezembro de 2007
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